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O stress
é inevitável e faz parte da vida de todos nós. Os adultos queixam-se mais, mas os jovens també
m o sentem. No entanto, nem sempre sabem identificar o que os deixa ansiosos, nem lidar com os sintomas que os incomodam. Aprenda a gerir o stress!

Stress, uma resposta automática
Stress, uma resposta automática


Stress, uma resposta automática

Quando nos sentimos em perigo agimos rapidamente, numa reação instintiva, quase sempre relacionada com a sobrevivência, conhecida como Luta ou Fuga. O stress faz parte dessa reação, natural e fisiológica do nosso organismo. O sistema nervoso é ativado e desencadeia um conjunto de alterações no nosso corpo: aumento do ritmo e da força cardíaca, pupilas dilatadas, maior libertação de hormonas (adrenalina), aumento da produção de suor, entre outras. Esta resposta aumenta a nossa concentração, diminui o tempo de reação e reforça a agilidade.

Adolescentes e Jovens sob pressão
Adolescentes e Jovens sob pressão


Jovens sob pressão

Os adolescentes e jovens são muito vulneráveis ao stress. Conheça as situações que estão na sua origem:

  • Transformações físicas que resultam da adolescência;
  • Imagem negativa de si próprios;
  • Dificuldade em integrar-se no grupo de amigos;
  • Mudança de escola;
  • Expectativas dos pais quanto aos resultados escolares;
  • Entrada no ensino superior;
  • Instabilidade familiar - problemas financeiros, separação ou divórcio dos pais;
  • Doença ou morte na família ou amigos.

Quando mais fragilizado, o adolescente pode desenvolver ansiedade. Caso esta persista para lá duma causa concreta e limitada no tempo, esteja atento aos sinais:

  • Físicos - dores de cabeça, no peito, estômago ou musculares; dificuldade em respirar; aumento da transpiração, sobretudo nas mãos; insónias ou pesadelos; alterações no apetite e fadiga;
  • Emocionais e comportamentais - dificuldade em relaxar; medos recorrentes; irritabilidade; choro; agressividade; recusa em participar nas atividades familiares, escolares ou sociais.


Lidar com as emoções

O stress pode ter consequências muito sérias sobre o comportamento e a saúde. Por isso, há que intervir o quanto antes. Os primeiros passos podem ser dados pelos próprios jovens:

  • Perceber - as causas da ansiedade e como as controlar (sempre que possível);
  • Partilhar - problemas e sentimentos com alguém em quem se confie;
  • Relaxar - com música, passeios ou exercício físico, pensar em momentos agradáveis, respirar fundo ou tomar um banho de imersão;
  • Identificar - boas razões para gostar de si próprio e traçar metas realistas.

Os pais também podem e devem ajudar os filhos:

  • Estimular o diálogo;
  • Contribuir para elevar a autoestima com estímulo e encorajamento positivo;
  • Incluir os jovens na vida familiar;
  • Estimular o exercício físico e alimentação equilibrada;
  • Estar atento a alterações nos hábitos e comportamentos.

Nem sempre o carinho e a atenção dos pais são suficientes para alivar o stress e a ansiedade do filho. Quando começa a faltar a escola ou os resultados académicos baixam; quando a dificuldade em dormir prejudica a concentração e o desempenho; quando deixa de se alimentar ao ponto de perder peso ou, pelo contrário, come em excesso; quando se isola ou é demasiado agressivo - há que procurar ajuda especializada.


Fontes
iSaúde
Revista Farmácia Distribuição

 

 

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