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Lidar com a incontinência urinária

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Incontinência urinária significa perda involuntária de urina, podendo ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade, mas tem uma maior incidência em mulheres e idosos. Devido ao estigma social associado, muitas vezes o doente omite que tem algum sintoma devido a sentir vergonha, sendo sub-diagnosticada e por consequência sub-tratada. A incontinência é uma doença que pode ser tratada se detetada precocemente.


Esteja atento aos sinais de alarme

  • Não conseguir reter a urina;
  • Necessidade frequente de urinar;
  • Sensação de bexiga cheia após urinar;
  • Diminuição da força do jato urinário;
  • Infeções urinárias frequentes.

A incontinência pode trazer repercussões a nível social, sexual e psíquico, levando em muitos casos ao isolamento social. O doente evita participar em atividades coletivas, com medo que reparem no seu problema, que usa proteções para a incontinência, que alguém sinta odor a urina ou que apareça algum vestígio de urina na roupa.

Apenas 10% dos doentes recorrem ao médico devido ao problema de incontinência, preferindo camuflar o problema através do uso de protetores e automedicando-se.


Causas da incontinência

  • Diminuição do tónus da musculatura pélvica e da bexiga;
  • Fraqueza do esfíncter urinário;
  • Descoordenação entre os músculos da bexiga e esfíncter urinário;
  • Aumento da quantidade de urina;
  • Espasmos e hiperatividade dos músculos da bexiga;
  • Presença de doenças degenerativas;
  • Alterações do tamanho da próstata, no caso dos homens.

Tipos de incontinência urinária
Tipos de incontinência urinária


Tipos de incontinência urinária

  • Incontinência de urgência – ocorre devido a uma hiperatividade da bexiga que leva a uma vontade súbita de urinar. Geralmente associada a infeções urinárias, cálculos renais e problemas da próstata;
  • Incontinência de esforço – perda de urina associado ao esforço, como rir, saltar, tossir e levantar pesos. No homem, é habitual após cirurgia à próstata e na mulher durante e após a gravidez;
  • Incontinência por transbordamento – ocorre quando a bexiga está demasiado cheia, levando à saída de pequenas quantidades de urina;
  • Incontinência funcional – perda de urina associada à presença de doença mental ou incapacidade física, como por exemplo doentes com Alzheimer e acamados.

Não é uma doença diretamente relacionada com o processo de envelhecimento, mas tem uma maior incidência nas mulheres pós-menopausa, devido à diminuição dos níveis de estrogénios, e nos homens mais idosos devido aos problemas da próstata, que podem aparecer devido à idade avançada.

Como lidar com a incontinência urinária
Como lidar com a incontinência urinária


Medidas para lidar com a incontinência urinária

Tratar as causas que levam ao aparecimento da incontinência, quer seja recorrendo a medicação ou cirurgia, como último recurso.

  • Modificar o hábito na ingestão de líquidos – evitar ingerir líquidos antes de ir para a cama e bebidas que sejam diuréticas como o café e chá;
  • Treinar a bexiga – de forma a aumentar a capacidade da bexiga e diminuir a frequência de urinar. Com este tipo de treino a bexiga consegue reter um maior volume de urina;
  • Exercícios dos músculos pélvicos e da bexiga – exercícios de Kegel;
  • Adotar hábitos que ajudem a diminuir os inconvenientes da incontinência:
    • Uso de proteções próprias para incontinência como pensos ou cuecas. Hoje em dia estes produtos já são bastante mais finos e discretos e ajudam a prevenir o aparecimento de odores;
    • Ter uma boa higiene - é importante para evitar o aparecimento de odores e irritações na zona genital. Devem usar-se soluções de lavagem íntimas que respeitem o equilíbrio natural da pele.


Fontes
iSaúde
Revista Farmácia Distribuição

 

 

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